João Hélio

Poderia ter sido José, Clara, Carlos, Marcelo, Deise, Leonardo
Mas foi o pequeno João a expiar os pecados
De uma sociedade pobre e podre
Que hoje come o pão que o poder amassou

Crimes brutais explodem por todo lado
Chocam-nos, fazem-nos refletir,
Mas sempre acabam enterrados na cova rasa
Da acomodação de um povo
Que caminha como gado pro abate
Resignado, inerte, sem reação.

Hediondo é um país que não educa
Hediondo é o colarinho cada vez mais branco
Hediondo é um congresso a serviço de 500 e poucos umbigos
Hediondo é uma justiça com pompa britânica e eficiência paraguaia
Enquanto a balada da bala perdida
Toca alto e toca sem parar

Hediondo foi o que fizeram com João.
Animais fantasiados de gente
Que o arrastaram por um tipo, ainda mais macabro, de via crucis,
Fazendo-o carregar uma cruz
Que deveria estar nos ombros
Dos estúpidos donos do poder
Que podem, mas não fazem.
Que podem, mas não querem fazer.

Quero um país de verdade
Onde João, seja de qual lado for,
Do asfalto ou do morro
Da periferia ou da zona sul
Viva o prazer de saborear a paz

João Hélio, por favor, peça a Deus que nunca perdoe seus algozes e os políticos brasileiros.

Eles SABEM muito bem o que FAZEM.

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