Eu quero minha Mãe

mão

Balas perdidas no morro o encontraram
E enquanto sangrava imóvel,
Ouviu na barulheira do silêncio sua dor:

“Filho,
És filho da puta
Óbvio que não mente
Dessa que te pariu

Filho,
És filho bastardo
Óbvio que você sente
A falta do cara que nunca viu”

Uma bala no peito
E outra no baço
Em minutos será menos um

Da laranja, o bagaço
Do suór, o cheiro do aço
Da traição, o beijo e o abraço
Do IML, um desembaraço

Se arrependeu amargamente de não ter seguido os conselhos da avó.

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