13 anos

13 é o número daquele partido que fala mal dazelite, mas bate um bolão com ela

Sexta-feira 13 foi azar para alguns e sorte para o Freddy Krueger

Para Zagallo, aquele que a gente engoliu, 13 é o número da sorte

Espalhar que está grávida só é prudente depois de 13 semanas

Apollo 13 chamou por Houston pra falar de uns probleminhas

Tem gente que torra o 13o salário com as contas em atraso

Judas, o Fedaputa, estava entre os 13, incluindo o Cabra

Existem prédios que não tem 13o andar, mesmo tendo 26

Quem tem medo do número 13 sofre de triscaidecafobia

Apocalipse 13 é tão doido que fiquei “besta” de ler

13 é número brimo, mas não sei de quem

Cada naipe do baralho tem 13 cartas

Os aviões não tem a 13a fileira

Uma semana asteca tem 13 dias

13 é galo no jogo do bicho

13 é Galo Doido aqui em casa

A gente se casou há 13 anos

Engordei 13 kilos de lá pra cá (ops, foi mal!)

“Theo, Gael e Luca”  tem 13 letras

E “Naymme, eu te amo” também!
Obrigado por ser Naymminha por todo esse tempo!

“Meu amor, você me dá sorte!

Meu amor, você me dá sorte!

Meu amor, você me dá sorte na vida!”

Amando a mando de quem?

dedos

Ela está amando
Mas quer saber a mando de quem
Para poder matá-lo

Não era o momento
Tanta coisa pra fazer
E agora essa perda inoportuna de tempo

Esse vento que sopra sem parar
Inflando suas velas de paixão e pieguice
E a levando pra longe

Do seu autocontrole
Da sua pressa
Da sua decisão

No fundo ela gostava mesmo
Era de ficar buscando
O que não se pode encontrar

Mas achou.

Inspiração

inspiração

A inspiração por vezes some
Paro, expiro, inspiro
E nada acontece porque não é por aí

Mudo de posição
Troco a fonte no editor
E nada porque também não é por aí

Leio algo bom, reflito
Até começo a escrever
De forma xoxa, pálida e combalida

Medito, faço yoga, desço do salto
Sem resultado, durmo
Sem que um verso vire prosa da boa

Acabei descobrindo que posso procurá-la
Mas sempre é ela que me encontra
Quando quer, no seu tempo, a qualquer hora.

Eu quero minha Mãe

mão

Balas perdidas no morro o encontraram
E enquanto sangrava imóvel,
Ouviu na barulheira do silêncio sua dor:

“Filho,
És filho da puta
Óbvio que não mente
Dessa que te pariu

Filho,
És filho bastardo
Óbvio que você sente
A falta do cara que nunca viu”

Uma bala no peito
E outra no baço
Em minutos será menos um

Da laranja, o bagaço
Do suór, o cheiro do aço
Da traição, o beijo e o abraço
Do IML, um desembaraço

Se arrependeu amargamente de não ter seguido os conselhos da avó.